quarta-feira, 16 de julho de 2008

Crônica 002 - XVI EIRPG


Post bem, bem, mas bem mesmo atrasado!! (huahauhaua)

Nos dias 5 e 6 de julho de 2008 aconteceu o XVI Encontro Internacional de RPG em São Paulo, do qual eu tive o imenso prazer de participar (segundo muitos, o segundo maior evento de RPG do mundo, perdendo apenas para o Gen Con, que ocorre nos EUA). O post está vindo com todo esse atraso porque demorei alguns dias para voltar de São Paulo e quando cheguei o computador estava quebrado... Bem, é a vida...

Para facilitar a leitura desta crônica, dividi-la-ei em partes, começando por:

Parte I – A Jornada

Aqui desviarei novamente do assunto inicial, desta vez para citar algumas particularidades da jornada épica para se chegar até o local onde se realizaria o dito encontro. Começaríamos nossa empreitada em três bravos e valorosos aventureiros: esse talentoso e humilde bardo que vos fala, o meu jovem e cabeludo irmão e um companheiro de longa data, também experiente nesses assuntos rpgísticos. Porém as tramas do destino são vis e enredam aqueles que menos esperam. Assim elas agiram, atacando repentinamente os bravos aventureiros: meu irmão caiu de cama, vítima de uma forte Erisipela, e meu amigo foi afastado do grupo por motivos pessoais. Acabei tendo que travar uma jornada solitária.

Inicialmente iria na quinta de noite e, como o evento era só no sábado, teria sexta-feira inteira para errar pela Avenida Paulista, que fica nas cercanias da residência de meu tio, local onde eu me hospedei. Porém, compadecido pela perda de um dos meus leais camaradas, acabei adiando a viagem para sexta de manhã. Pretendia chegar no horário do almoço, assim teria a tarde inteira livre. Quem me conhece sabe das minhas desavenças com o Senhor Tempo, característica também presente no nobre shinobi da Vila Oculta da Folha, Hatake Kakashi. Mas, como disse José de Alencar em “Cinco Minutos”, a pontualidade é um mau hábito. Resumindo: acabei chegando em São Paulo na sexta feira depois das 16:00 e nem saí... Fiquei no ap do meu tio preparando a aventura que iria mestrar no dia seguinte.

Parte II – Sábado

É impressionante a capacidade inata que os nerds possuem de identificar os seus iguais (ou a facilidade que qualquer um tem para identificar um nerd). Logo ao entrar no metrô já pude imediatamente perceber quais passageiros dirigiam-se para o evento, e tive minhas suspeitas comprovadas ao ver todos eles descerem na mesma estação que eu.

Mesmo com o meu atraso, acabei chegando razoavelmente cedo, ou pelo menos antes da abertura. O povo dos estandes conseguiu chegar depois de mim! Huahauhauaha.

A seção de jogos usados estava com fila, como sempre, embora não possuísse tantas coisas interessantes lá dentro. Quase filei um Call of Cthulhu 5° Ed. da Chaosium, mas fui enrolado e injustiçado... >.<”
Uma lista dos espólios de batalha será relatada em breve.

Pretendia mestrar pela manhã, mas, como todo sábado de manhã de Encontros Internacionais de RPG, a quantidade de mestres era arrasadoramente maior que a de jogadores. Esse povo está ficando folgado: querem ganhar vale lanchinho e camiseta sem mestrarem! Nessa brincadeira fui incluído no excedente e tive que mestrar de tarde...
Felizmente encontrei um conhecido lá e me uni ao grupo deles para participar do Desafio D&D! Terminamos em 7° lugar, mas até que foi bom para um grupo que fez caca logo na primeira prova e teve que fazer todas as outras sem equipamento nenhum, só de tanguinha a lá Conan... >.<”
Detalhe: fomos o grupo que conseguiu terminar a prova do Twister mais rápido! Huahauhaua!

No período da tarde mestrei uma aventura pronta de Call of Cthulhu e ainda tive a oportunidade de relembrar uma teoria que há muito estava adormecida na minha cabeça. Não convém explicitar tal teoria aqui.
Nota: a aventura pronta era um bocado inverossímil, mas foi bem divertido.


Parte III – Domingo

Comecei o dia jogando Expedition to Hollow Earth, excelente sistema pulp que, como quase tudo que é bom, não teve tradução (Devir, Devir...). Faltaram algumas oportunidades de chutar umas bundas branquelas de nazistas devido à concorrência acirrada, mas foi bem legal.

Durante à tarde participei de um Live que unia personagens de diversas séries de Tv com temática sobrenatural (Supernatural, Blade, Buffy, Ghost Wisperer, etc). Como não consegui pegar o Dean para jogar, me contentei em jogar com um humano normal. Devido a isso, fui agraciado com o conhecimento do que acontece com uma pessoa que tenta bater com uma haste de ferro no Blade, embora isso não tenha feito muito bem para a saúde do meu personagem...
Foi bem divertido e no final morreu todo mundo (com exceção do Blade, claro, e alguns vampiros que estavam na forma astral...)

Parte IV – Final

Na segunda feira, já passado o evento, por fim errei na Paulista!!
Pena que o SESC, o Itaú Cultural e outras coisitas assim não abrem de segunda. >.<”
Contentei-me então em me dirigir para a Moonshadows (não contarei o que é! =P), parando no caminho em um sebo no qual eu encontrei alguns tesouros, entre eles o Forgotten Realms publicado aqui no Brasil pela Abril, Shadowrun 2° Ed. e Toon. O primeiro não quis, o segundo já tinha, mas o terceiro era algo que estava na minha lista de busca e já estava esgotado há alguns anos.

Espólio de Batalha (Pretendia colocar uma foto, mas ainda estou tendo alguns problemas com o pc, então segue apenas a lista):

- Castle Falkstein
- Mage: The Ascencion
- The World of Indiana Jones: Raiders of Lost Ark Sourcebook
- Catálogo do Samurai Urbano
- Gurps Illuminati
- Dias da Meia Noite
- Criaturas da Noite
- Fábulas: 1001 Noites
- Toon
- O Resgate de Retirantes
- Mundo de Og

Encerro aqui o post.
Ps: Ao ler esse texto, achei um saco. Espero que vocês, excelentíssimos leitores, não pensem assim...

Pérolas:

Vampiro possuindo um humano armado com uma haste de ferro (eu!): Eu enfio o ferro no Constantine!Constantine vira de costas, levanta a parte de trás do sobretudo e dá uma abaixadela.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Crônica 001 - Da difícil arte de se jogar RPG.





Já faz algum tempo que eu acalentava a idéia de criar um blog, mas falta de tempo, mente cheia e preguiça me levaram a empurrar com a barriga tal empreitada. Ainda assim, cá estou, escrevendo esse texto para postar em um blog que ainda nem abri!

Se os motivos determinantes dessa resolução tomada em um repente demorado serão ditos aqui futuramente ou morrerão no silêncio, só Deus e Cthulhu sabem. Acho que alguns outros seres como Azathoth ou qualquer Old One da vida aí também sabem, mas imagino que não dêem a mínima...


Azathoth dando a mínima para os meus problemas...

Agora partamos para o tema principal deste post, que trata “Da difícil arte de se jogar RPG”, como está claramente especificado no título do post e que escrevo aqui simplesmente para fazer volume e levar meu muito bem quisto leitor a ler um pouco mais. Ler faz muitíssimo bem! Claro que se você, excelentíssimo leitor, estivesse lendo algo mais relevante seria muitíssimo melhor e também seria do meu completo agrado.

Continuando, para aqueles que ainda se interessam, que não se enfadaram nem partiram para uma leitura mais construtiva, afirmo que jogar RPG é uma coisa dificílima cujo ND aumenta mais e mais a cada ano que passa. Erguer-se-ão contra mim, ao ouvirem tal afirmação, todos aqueles que dizem que jogar RPG é fácil e que qualquer um pode jogar. Rebaterei dizendo que eles têm razão, que a prática do RPG é simples, divertida e com um monte de benfeitorias para os jogadores. Eu mesmo já falei na faculdade sobre RPG aplicado na educação.

Mas então o que eu quis dizer com aquela afirmação sacrílega? Como jogar RPG pode ser tão problemático? O que diabos é RPG, Cthulhu, Azathoth, Old One, ND? Não explicarei tudo isso nesse post, mas, ao falar sobre a dificuldade em se jogar RPG, me referia aos problemas em arrumar grupos, mestres e tempo para jogar. Ah, agora sim – muitos dirão, pois tenho certeza que quase todos os que jogam há algum tempo já passaram por esse tipo de problema, tendo que suportar longos e graves períodos de privações desse hobby.

Veio-me a idéia de criar esse texto exatamente pelo fato de eu ter conseguido enfim quebrar o regime sem RPG ao qual eu estava submetido. Depois de vários meses tentando marcar uma sessão de jogo, desmarcando as marcadas, finalmente consegui mestrar para um grupo de iniciantes (a propósito, o grupo de RPG com mais mulheres no qual já estive o.o”). Mesmo assim, quase que o jogo acabou não saindo. A Lei de Murph estava ativada no máximo, e deu-se a seguinte soma de fatores:

- Irmão com erisipela
- Mãe em São Paulo fazendo compras
- Pai trabalhando
- Eu sem saber nem o endereço nem o número de telefone da jogadora que sediaria a sessão.

No fim ficou o coitado do meu irmão com as pernas para cima em casa enquanto eu parti a esmo tentando achar o prédio em que a dita jogadora mora, tendo como únicas referências o ponto de ônibus onde eu deveria descer e uma vaga lembrança da fachada do prédio (detalhe ínfimo: os prédios da região são quase todos iguais). Depois de rodar durante um tempo acabei encontrando uma garota que já havia visto no profile do orkut da anfitriã do RPG e decidi segui-la. Ela não me notou e, felizmente, eu estava correto: ela também iria jogar e se dirigia para o mesmo lugar que eu, embora soubesse para onde iria, diferente de mim.

Mas, no fim, depois de eu ter dado uma de andarilho e agente secreto, deu tudo certo e jogamos Shadowrun, um RPG futurista/cyberpunk muito bom (o logo no topo do post é do sistema citado =]). Segue abaixo uma das pérolas da sessão:

Pérola – Os jogadores enfrentavam alguns membros de gangue que estavam em motos:
Fusora Troll: Eu tento dar um soco em um deles.
Erro Crítico!!!
Mestre: Você colidiu com ele e ambos foram ao chão com a moto.
Enquanto eles se levantavam,
Elfa Roqueira: Vou atacar ele com a katana!
Erro Crítico!!!
E leva katanada a Troll...

Obs: Texto postado com dois dias de atraso (huahuahuahuahua).